A arte de ser Resiliente

Desde quando comecei a entender-me como pessoa, desde quando fui obrigado a tornar-me uma pessoa responsável por que a vida exigiu de mim responsabilidades que são inerentes ao ser humano como por exemplo, “ser gente”, pessoa, capaz de relacionar-se com os outros, pude entender a responsabilidade que é viver, mas entendo que não é fácil se levamos a vida a sério.

Nas idas e vindas nas estradas da vida fui compreendendo o quanto é difícil relacionar-se com o outro que age diferente de mim, nesse caminho da vida, quase sempre errei, mas busquei ser coerente e autentico comigo mesmo, quase não fui resiliente, pelo contrário, sempre reclamei da dor e das injustiças, mas também, até do conforto e da alegria, que coisa incrível.

No hoje da vida, posso dizer o quanto aprendi, o quanto venho aprendendo com os eventos da vida, com as pessoas e comigo mesmo. A cada situação vivida eu procuro entender como um aprendizado, vejo como algo pedagógico, eu estou me formando para a vida.

Hoje se fala muito em crise, a palavra da moda é crise, é decadência, tem gente que está em desespero porque se ver obrigado a experimentar a crise, realmente a crise não é boa, mas é uma porta para a solução de um problema. Há várias crises, crise na economia, crise no mercado de trabalho, crise nas instituições, crise nos relacionamentos, crise de desemprego, crise de amizade. Crise de saúde, crise de educação, uma serie de crises.

Na minha vida experimentei muitas crises e ainda experimento, porém aprendi a viver com elas. Imagino e sempre me pergunto, o que seria de mim se não fosse as crises? Talvez você me chame de louco porque digo isso. Eu não estou dizendo que não vivo sem crises, apenas entendo que elas são aprendizados temporários que querem me dizer algo. Com isso eu entendo que crises não são ruins, apenas despertam em mim aquilo que estava escondido lá no fundo do baú. Engraçado que a crise nunca parte de nós, mas dos outros. Na hora da crise culpamos o vizinho, a vizinha, o irmão, o colega ou um evento qualquer, sempre a motivação da crise é algo que parte do exterior e nunca do interior, a culpa da crise nunca sou é sempre o outro. Imagino que não nos conhecemos bem e não assumimos nossas responsabilidades, nossas atitudes e aquilo que somos de verdade. O que é difícil nisso tudo, é que sempre vamos atribuindo nossos problemas aos outros, culpamos, tratamos mal, brigamos, excluímos e até menosprezamos, até mesmo quem não tem nada a ver com os nossos problemas.

Eu aprendi que culpar as pessoas pelas minhas crises não é um bom negócio. Eu aprendi que eu  tenho autonomia e sou responsável pelos meus atos, com isso eu entendo que o outro além de não ter nenhuma autonomia sobre mim, não pode tirar a minha paz. Isso acontece com os eventuais problemas da vida no dia-a-dia da caminhada. Ao invés de se lamentar e culpar os outros pelos problemas, eu procuro vive-los da melhor forma possível. Não tenho mais saco para reclamações, medos, angustias e muito menos intranquilidade. Acredito que a vida deve ser levada da forma mais simples o possível que puder.

Por tanto, ser resiliente é viver com paciência cada evento da vida que se parece algo dificultoso e ruim, como a crise. Ser resiliente é acreditar que tudo vai passar, mas para isso é preciso muita positividade e método.

Boa noite,

Ehanis

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