Política

Onde estamos? E que dia é hoje?

Esse presidente que foi xingado, odiado, constrangido e humilhado se chamava Juscelino Kubitschek. Seus detratores foram esquecidos, ele sobreviveu.

O Brasil está em polvorosa. Os ânimos estão extremamente exaltados e as acusações contra o governo são cada vez mais graves.

Para piorar o quadro, na economia só se vê e se ouve notícia ruim. Com o intuito de conter a inflação e garantir a confiança de investidores externos, o governo lançou um duro programa de arrocho com o objetivo de reverter expectativas negativas. Passado um tempo, mudou de ideia e desapertou o torniquete, pois as expectativas, ao invés de melhorarem, pioraram.

No entanto, essa presidência, desde o início, já dava sinais de que não acabaria bem. Seria fustigada por tentativas de golpe. Um dia, acabaria sucedida por uma oposição raivosa sustentada na crista de uma onda pretensamente moralizadora.

A ânsia de limpeza ética do país vinha todos os dias embrulhada para presente em manchetes que denunciavam fatos muito graves; alguns completamente verdadeiros, outros absolutamente falsos – uma diferença que, no final das contas, se tornou mero detalhe sem importância.

O cúmulo da decepção ainda estaria por vir. Começaram a surgir boatos de que um presidente outrora tão popular havia enganado a todos, em proveito próprio. Tinha presumivelmente montado uma camarilha, um bando que se organizava para assaltar os cofres públicos, durante o período em que ele esteve à frente do poder.

Muitos brasileiros haveriam de pensar: se ele era o presidente, e se as falcatruas de fato aconteceram, como poderia ele simplesmente não saber? Como, sendo o chefe do poder, não seria o próprio chefe da quadrilha? Enquanto acenava com proselitismo, com uma mão, o presidente roubava com a outra.

Uma certa imprensa autointitulada “livre” e “isenta” – faltou dizer “modesta”? Ou “presunçosa” e “hipócrita” seriam adjetivos mais apropriados? – chegou a afirmar que o presidente havia amealhado dinheiro suficiente para figurar como a sétima maior fortuna do mundo. Haja dinheiro para se chegar a tal patamar!

Diante do malfeito, porém, não restaria pedra sobre pedra. Em uma república, ninguém está livre de acusações. Anos depois de terminado seu mandato, esse presidente, candidatíssimo a alguma eleição seguinte, tratado por “corrupto” e “ladrão”, como se fossem parte de seu sobrenome, foi finalmente indiciado e chamado a depor para responder por seus “crimes”.

Intimado e intimidado, o ex-presidente apareceu e depôs. Ficou sentado em uma cadeira no centro da sala, sendo inquirido por trogloditas. Crispado, ali estava quem um dia foi muito poderoso. Agora, não mais.

Devidamente enquadrado, quem antes era um líder, dessa vez, produzia a imagem ideal para que fosse lembrado, na posteridade, como um criminoso. Os mais ávidos por destruí-lo cotidianamente poderiam guardar no bolso essa fotografia recortada e esfregá-la nas fuças de admiradores. Um artefato que pode ser sacado para provocar a vergonha no rosto de quem o encare, isso vale ouro.

Mas, afinal, onde estamos? Que dia é hoje? De quem estamos falando? Estamos no Brasil, nos anos de 1956, 1958 e 1965. Esse presidente que foi xingado, odiado, constrangido e humilhado se chamava Juscelino Kubitschek. Pensou que se tratasse de quem?

A maior façanha do povo brasileiro diante dessa História foi ter garantido que a memória de JK pudesse sobreviver ao cerco que contra ele montaram os grandes veículos de imprensa e o aparelho repressivo do Estado.

Em alguns períodos, quando a democracia não é capaz de sustentar uma imprensa verdadeiramente livre, focada em seu trabalho de informar e revelar, e não de distorcer; não no trabalho de derrubar governos; e quando as organizações repressivas (policiais, militares ou judiciais) ganham vida própria e se acham a própria República (como foi a tal República do Galeão, feita contra Vargas em 1954), ambas se tornam cães de aluguel de interesses escusos.

Por sorte, enquanto hoje todos sabem quem foi JK, ninguém mais se lembra dos nomes dos que o humilharam; dos que fingiam estar honrando a nação, limpando a República e salvando o país. Seus nomes figuram em letras muito miúdas dessa “página infeliz de nossa História”.

O azar é que, como dizia Voltaire, a história não se repete, mas as pessoas sim. Haverá sempre uma multidão de trogloditas renascidos, dispostos a lustrar armaduras ocas de velhos cavaleiros e a empunhar vistosos estandartes que, por trás de uma ilusão de nobreza, fazem tremular um ódio insepulto contra adversários políticos. Adversários teimosos. Parecem que só podem ser derrotados se forem massacrados fisicamente.

O que mais uma vez se repete é a sina por atacar uma democracia que, embora cheia de defeitos, ainda é melhor que qualquer regime ditado por trogloditas, os corruptos, os armados ou os togados.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

Fonte: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Onde-estamos-E-que-dia-e-hoje-/4/34178

Rede Ecumênica quer eliminar água em garrafa no mundo

A Rede Ecumênica pela Água, órgão do Conselho Mundial das Igrejas, lança uma proposta desafiadora: eliminar o uso da água em garrafa no mundo pelos danos que provoca ao ambiente e por ser obstáculo ao acesso universal da água.

Durante encontro realizado em Genebra, a Rede evidenciou o efeito altamente poluidor do processo de produção e de descarte das garrafas de plástico. Ao invés de serem recicladas, de fato, mais de 30% terminam em lixões, em cursos de água e nos oceanos, onde nunca poderão se decompor completamente.

Além disso, segundo a entidade ecumênica, normalmente os governos evitam a própria tarefa de construir redes hídricas para fornecer água potável  às faixas da população mais necessitadas, graças à distribuição de água em garrafa. Nos países mais desenvolvidos, as indústrias têm progressivamente influenciado os hábitos dos consumidores convencendo-os, através de campanhas de marketing agressivo, que a água engarrafada é mais segura e mais saudável daquela da torneira.

Durante a reunião em Genebra, os responsáveis da Rede Ecumênica também decidiram lançar mais uma campanha, intitulada “Sete semanas pela água” (Seven Weeks for Water), prevista para 2016. A campanha deve enfrentar a questão hídrica também sob o aspecto do justo acesso à água.

A Rede também enalteceu com grande entusiasmo a Encíclica do papa Francisco “Laudato si”, aplaudindo a “profunda visão” e a particular atenção às questões relativas à proteção da criação, às injustiças ligadas à água, às mudanças climáticas e às consequências da perda da biodiversidade.

Crédito: http://www.cebi.org.br/noticias.php?noticiaId=5881

Fonte: POM / Com informações Rádio Vaticano – Foto: IHU Unisinos

Concurso das Nações Unidas leva jovens para a Conferência do Clima, em Paris

Adital*
Jovens com idade entre 18 e 30 anos podem enviar vídeos para o Concurso de Vídeos Juventude Global sobre Mudança Climática. Eles concorrem a uma viagem para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 21), em Paris, em dezembro deste ano.

alex-abian
O vídeo deve ter três minutos e contar histórias inspiradoras sobre o envolvimento dos participantes no combate às alterações climáticas. As inscrições vão até o próximo dia 17 de agosto no site http://tvebiomovies.org/globalyouth_enter.php.

A TVE biomovies é uma competição de filmes que está em sua sexta edição. É aberta para as pessoas de todo o mundo. Não há exigência sobre a natureza do filme, podendo ser sério, engraçado, de animação, drama documentário.

Crédito: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=86018

Desapego

DESAPEGO

 

Às vezes me pergunto o que é o desapego, mas fico inquieto mais ainda quando me sinto apegado a algo ou alguém.

Mas, uma pergunta se faz necessária, o que praticamos no cotidiano da vida, o apego ou o amor?

Certamente alguém diria que pratica o amor. Eu mesmo se fosse há algum tempo diria também com todas as letras que praticava o amor. Mas existe um problema, apego e amor são a mesma coisa? Vamos ver.

O apego está ligado ao sentimento de afeição, de simpatia por alguém ou alguma coisa: apego excessivo à honrarias. Ou seja, uma pessoa apegada ela geralmente está presa a algo ou a alguém, a um status, a uma instituição, nem sempre porque a ama de verdade, mas porque, geralmente, se sente dono ou dona daquilo que possui.

Uma pessoa apegada sofre bastante por não saber lhe dar com a arte do desapego, eu particularmente passei por isso e às vezes ainda passo por momentos de sofrimento por ter de praticar o desapego. Quando somos apegados a algo nos sentimos donos inseparáveis das coisas ou das pessoas e, aí está a porta do sofrimento, porque na realidade nós sabemos e o nosso interior entra em conflito por causa disso, que não somos donos de nada, nem da nossa própria vida, segundo a nossa crença cristã a nossa vida é do mestre Jesus. A depressão, o suicídio, o medo, a angustia e a falta de animo está ligado muitas vezes a perdas que temos na vida como por exemplo, a morte de alguém que amamos, o emprego que perdemos, a mudança de vida, os bens que tínhamos, enfim uma série de coisas que nos aprisionou por bastante tempo e quando tivemos de nos separar delas, caímos no sofrimento e na dor que sempre inquieta lá dentro do nosso coraçãozinho ferido por causa do apego e da perda. Mas para superamos tudo isso precisamos exercitarmos a arte de sabermos lhe dar com as coisas que temos à nossa disposição. Então vamos ver o que é o amor.

Há várias definições de amor, mas eu gostaria que falássemos do amor de proposto por Jesus, o ágape. Ágape significa amor, é uma palavra de origem grega. Ágape pode ser o amor que se doa, o amor incondicional, o amor que se entrega. A expressão ágape foi usada em muitas passagens bíblicas, o termo também foi usado na filosofia e pelos escritores cristãos para reafirmarem em que consiste o amor de Deus. O Papa Bento XVI também utiliza o ágape, em sua encíclica “Deus caritas est”, lembrando que o amor oblativo é aquele que procura o bem e a paz para todos os seres humanos.

Então em que consiste o amor? O amor consiste na liberdade de viver sabendo lhe dar com aquilo que possuímos seja muito ou pouco. Amor significa caridade livre, o apego pode lhe prender, certamente, o amor lhe garante a liberdade de estar em sintonia você estando longe ou perto. Foi o que aconteceu com o mestre Jesus, ele poderia escolher a partir da sua humanidade a não doar a própria vida, mas quis nos deixar a lição do desapego para que pudéssemos entender que o amor vale mais, Ele entregou a própria vida por amor às pessoas e por desapego a qualquer situação de mundo. Aprender de Jesus não é fácil, certamente você diria, “Jesus é Jesus, eu sou eu” e daria uma série de argumentos para provar sua “humanidade”, mas eu somente diária o seguinte: o desapego de Jesus estava na sua humanidade. Quando entendemos que somos humanos e reconhecemos nossas limitações, entendemos também que podemos melhorar e somos gente que caminha em busca de superação, mesmo quando o inconsciente diz não, o intelecto, em determinadas situações deve dizer sim, caso estejamos em sã consciência da nossa condição.

Para finalizar amigo, gostaria dizer o seguinte. Eu, você e tantos outros, estamos no mesmo caminho em busca de sermos pessoas melhores e se conhecer a cada dia. Entender os sentimentos e a prender a diferencia-lo um do outro é uma boa ideia, melhor ainda é saber lhe dar com eles.

Por tanto, apego é prisão, geralmente; desapego é amor, quase sempre…

*Enielmo Ehanis

A arte de ser Resiliente

Desde quando comecei a entender-me como pessoa, desde quando fui obrigado a tornar-me uma pessoa responsável por que a vida exigiu de mim responsabilidades que são inerentes ao ser humano como por exemplo, “ser gente”, pessoa, capaz de relacionar-se com os outros, pude entender a responsabilidade que é viver, mas entendo que não é fácil se levamos a vida a sério.

Nas idas e vindas nas estradas da vida fui compreendendo o quanto é difícil relacionar-se com o outro que age diferente de mim, nesse caminho da vida, quase sempre errei, mas busquei ser coerente e autentico comigo mesmo, quase não fui resiliente, pelo contrário, sempre reclamei da dor e das injustiças, mas também, até do conforto e da alegria, que coisa incrível.

No hoje da vida, posso dizer o quanto aprendi, o quanto venho aprendendo com os eventos da vida, com as pessoas e comigo mesmo. A cada situação vivida eu procuro entender como um aprendizado, vejo como algo pedagógico, eu estou me formando para a vida.

Hoje se fala muito em crise, a palavra da moda é crise, é decadência, tem gente que está em desespero porque se ver obrigado a experimentar a crise, realmente a crise não é boa, mas é uma porta para a solução de um problema. Há várias crises, crise na economia, crise no mercado de trabalho, crise nas instituições, crise nos relacionamentos, crise de desemprego, crise de amizade. Crise de saúde, crise de educação, uma serie de crises.

Na minha vida experimentei muitas crises e ainda experimento, porém aprendi a viver com elas. Imagino e sempre me pergunto, o que seria de mim se não fosse as crises? Talvez você me chame de louco porque digo isso. Eu não estou dizendo que não vivo sem crises, apenas entendo que elas são aprendizados temporários que querem me dizer algo. Com isso eu entendo que crises não são ruins, apenas despertam em mim aquilo que estava escondido lá no fundo do baú. Engraçado que a crise nunca parte de nós, mas dos outros. Na hora da crise culpamos o vizinho, a vizinha, o irmão, o colega ou um evento qualquer, sempre a motivação da crise é algo que parte do exterior e nunca do interior, a culpa da crise nunca sou é sempre o outro. Imagino que não nos conhecemos bem e não assumimos nossas responsabilidades, nossas atitudes e aquilo que somos de verdade. O que é difícil nisso tudo, é que sempre vamos atribuindo nossos problemas aos outros, culpamos, tratamos mal, brigamos, excluímos e até menosprezamos, até mesmo quem não tem nada a ver com os nossos problemas.

Eu aprendi que culpar as pessoas pelas minhas crises não é um bom negócio. Eu aprendi que eu  tenho autonomia e sou responsável pelos meus atos, com isso eu entendo que o outro além de não ter nenhuma autonomia sobre mim, não pode tirar a minha paz. Isso acontece com os eventuais problemas da vida no dia-a-dia da caminhada. Ao invés de se lamentar e culpar os outros pelos problemas, eu procuro vive-los da melhor forma possível. Não tenho mais saco para reclamações, medos, angustias e muito menos intranquilidade. Acredito que a vida deve ser levada da forma mais simples o possível que puder.

Por tanto, ser resiliente é viver com paciência cada evento da vida que se parece algo dificultoso e ruim, como a crise. Ser resiliente é acreditar que tudo vai passar, mas para isso é preciso muita positividade e método.

Boa noite,

Ehanis